Liderança, se você não conhecer os segredos agora, poderá se odiar no futuro! – parte 2

Olá, tudo bem? Vamos mais uma vez conversar sobre Liderança?

Este post é a segunda parte do artigo “Liderança, se você não conhecer os segredos agora, poderá se odiar no futuro!”.

O que você aprendeu no artigo anterior sobre Liderança:

Clique aqui para ler a primeira parte.

  1. Conheceu vários conceitos de autores diferentes
  2. Aprendeu as  3 principais teorias sobre a Liderança
  3. Conheceu os estilos clássicos de Liderança
  4. Aprendeu a abordagem da Liderança Situacional
  5. Descobriu as características, pontos fortes, pontos fracos e possibilidades de melhoria e as aplicações de cada estilo
  6. Entendeu também como os níveis de maturidade das pessoas de uma equipe podem influenciar no estilo de liderança a ser adotado

Quer conhecer outras abordagens sobre Estilos de Liderança?Este artigo é para você! Continue lendo e você:

  1. Conhecerá outras abordagens sobre Liderança
  2. Identificará caraterísticas de cada estilo mapeadas por estes especialistas renomados
  3. Saberá em que momentos usar assertivamente cada estilo
  4. Aprenderá também em que momentos não é ideal utilizar estes estilos e
  5. Ao final, terá sua percepção ampliada sobre o tema, podendo decidir a melhor forma de liderar as pessoas e ajudá-las em seu desenvolvimento

Hoje quero trazer outras duas abordagens.

Uma do psicólogo norte-americano Daniel Goleman, autor de vários sucessos como “Inteligência Emocional, Inteligência Social, O cérebro e a inteligência Emocional, Liderança a inteligência emocional na formação do líder”.

Outra do cientista político americano Marcus Buckingham também autor de sucessos como “Descubra seus pontos fortes, Quebre todas as regras e Destaque-se”.

Quem é Daniel Goleman?

Daniel Goleman foi quem apresentou ao mundo a teoria da Inteligência Emocional

Daniel Goleman, ph.D., é psicólogo formado pela Universidade de Harvard. Durante doze anos escreveu para o New York Times, sendo indicado duas vezes ao Prêmio Pulitzer.

É o responsável por trazer à tona a Teoria da Inteligência Emocional, demonstrando que um profissional não pode ser apenas avaliado pelo seu QI - Quociente de Inteligência, mas também pelo seu QE - Quociente Emocional.

A Inteligência Emocional é uma das competências mais requeridas atualmente pelas empresas, principalmente em cargos de Gestão e Liderança.

Daniel Goleman começou a analisar os diversos tipos de líderes nas organizações que visitava e decidiu investir em uma pesquisa para entender um pouco mais esses perfis tão diferentes.

Em sua pesquisa ele entrevistou mais de três mil executivos por um período de três anos, buscando compreender quais são os comportamentos de cada perfil e quais impactos eles oferecem ao clima organizacional das empresas.

Ao final de sua pesquisa, chegou a seis estilos de liderança diferentes, cada um com componentes diferentes da inteligência emocional. Desta forma, cada estilo afeta de formas muito específicas no ambiente de trabalho e no desempenho de suas equipes.

Perceba aqui que dois destes estilos apontados por Goleman levam o mesmo nome dos apresentados no primeiro artigo na abordagem da Teoria das Relações Humanas: o autoritário (autocrático) e o democrático.

Porém, o autocrático de Goleman difere um pouco do apresentado no primeiro artigo “Liderança, se você não conhecer os segredos agora, poderá se odiar no futuro!”.

Mesmo assim achei interessante mantê-los aqui, pois além da pequena descrição de cada estilo, há também recomendações de quando ou não usar cada um deles.

Teste seus conhecimentos de liderança: qual dos estilos apontados por Goleman mais se parece com o conceito clássico de Liderança Autocrática?

Deixe sua opinião nos comentários.

Os 6 estilos de Liderança mapeados por Goleman são:

O que determina o ritmo, o autoritário, o agregador, o coach, o coercivo e o democrático

1) O líder que determina o ritmo:

Estabelece modelos de excelência e espera autodireção. Se fosse resumido em uma frase seria “Faça como eu faço, agora”.

É recomendado: quando o grupo é muito qualificado, motivado e precisa-se de resultados rápidos.

Não recomendado: quando muito utilizado aumenta a sobrecarga nos membros da equipe e acaba com a inovação.

2) O líder autoritário:

Mobiliza a equipe em direção a uma visão e objetivos finais. A forma como será feito fica a cargo de cada membro da equipe. Se fosse resumido em uma frase seria “Venha comigo”.

É recomendado: quando a equipe precisa de uma nova visão porque as circunstâncias mudaram ou quando a orientação explícita não é necessária. Os líderes deste estilo normalmente são inspiradores, empreendedores e contagiados pela missão.

Não recomendado: quando a equipe do líder tem muita experiência e sabem mais do que ele mesmo.

3) O líder agregador:

Tem a capacidade de criar vínculos emocionais com um sentimento de união e pertencimento à organização. Se fosse resumido em uma frase seria “As pessoas vêm em primeiro lugar”.

É recomendado: em tempos de crise e muito estresse, quando a equipe precisa se recuperar de um trauma e recobrar a confiança.

Não recomendado: este estilo não deve ser usado exclusivamente, pois uma dependência exclusiva de elogios e carinho pode favorecer o desempenho medíocre e falta de direção.

4) O líder Coach:

O foco do Líder Coach é no desenvolvimento de seus liderados

Este tipo de líder desenvolve as pessoas para o futuro. Se fosse resumido em uma frase seria “Tente fazer”.

É recomendado: quando o líder tem como causa principal capacitar e desenvolver nas pessoas qualidades que as ajudarão a alcançar o sucesso em seus objetivos.

Não recomendado: é menos eficaz quando os liderados são desafiadores e não querem mudar ou aprender, ou se o líder não tem muita competência.

A qualidade de um líder não pode ser julgada por suas respostas, mas sim por suas perguntas. - Simon Sinek

5) O líder coercivo:

Este tipo de líder exige o cumprimento imediato de suas ordens. Se fosse resumido em uma frase seria “Faça o que eu digo”.

É recomendado: em tempos de crise, situações emergenciais ou controlar um problema quando todas as outras opções não foram efetivas.

Não recomendado: em quase todas as outras situações, já que pode afastar os liderados e sufocar a flexibilidade e criatividade.

6) O líder democrático:

Constrói o consenso através da participação dos liderados. Se fosse resumido em uma frase seria “O que você acha?”.

É recomendado: quando o líder precisa que sua equipe apoie sua decisão, plano ou objetivo, ou ainda quando precisa de novas ideias.

Não recomendado: em situações emergenciais ou quando a equipe não tem informações suficientes para dar sugestões.

Goleman evidencia que os líderes de alto desempenho não fazem uso de somente um dos estilos acima destacados (já vimos isto no primeiro artigo, lembra?).

Segundo Goleman os gestores, com o tempo, podem adaptar esses comportamentos para produzir resultados poderosos com suas equipes.

Basta conhecer, compreender cada um dos estilos e colocar em prática para validar aqueles que mais “casam” com o seu estilo próprio de liderar.

Constância é o segredo para incorporar novos hábitos e comportamentos e alcançar o sucesso!

Se quiser ler o artigo original em inglês, acesse aqui!

E aí, o que achou da pesquisa de Goleman? Se identificou com um ou mais dos estilos acima apresentados?

Não se precipite, vamos conhecer outra abordagem.

Quem sabe, ao final deste artigo você tenha mais recursos ainda para cruzar as informações das diversas abordagens e mapear seus comportamentos no exercício da liderança?

Vamos lá!

Quem é Marcus Buckingham?

Marcus Buckingham foi pesquisador por mais de 20 anos no Instituto Gallup

Marcus Buckingham foi pesquisador por mais de 20 anos no Instituto Gallup, tendo entrevistado mais de 257.000 executivos de sucesso.

A partir destas entrevistas ele mapeou suas habilidades, reunindo-as em um dos principais bancos de dados sobre comportamento profissional existente no mundo.

Em 1999 tornou público seus estudos pela primeira vez em seu livro “Descubra seus pontos fortes”.

Em 2012 lançou no Brasil seu livro “Destaque-se” pela editora Sextante, o qual é voltado para os líderes que desejam investir em seu potencial e acelerar o desempenho de suas equipes.

Marcus diz que há muitos perfis de liderança e tenta, em sua obra, destacar qual é o jeito de cada um para ajudar os profissionais de liderança a conhecerem suas habilidades naturais para melhorar seu desempenho.

Quem compra o livro, ganha uma senha para acessar a página oficial (Standout) e realizar um teste que avalia o gestor em nove pontos e aponta os dois mais fortes.

Obviamente eu já comprei o meu, fiz o teste e já descobri meus dois estilos. Quer saber? Depois te conto!

Em sua pesquisa Marcus identificou nove diferentes perfis de líderes.

Vamos conhecê-los!

Os 9 estilos de Liderança mapeados por Buckingham são:

Compensador, conselheiro, entusiasta, influenciador, pioneiro, professor, provedor e vinculador.

1) O líder compensador (ou “equalizador”):

Ele sente que todo o universo precisa ser alinhado. Se esforça para equilibrar tudo e espera muito de todos.

Se alguém não fizer o seu trabalho, ele falará na cara.

Sua pergunta preferida: Qual é a coisa certa a fazer?

2) O líder conselheiro (ou “assessor”):

É aquele líder a quem as pessoas recorrem quando desejam um conselho sobre determinado tópico.

Como um perito, está aprendendo tanto para poder ensinar aos outros.

Sua pergunta preferida: Qual é a melhor coisa a fazer?

3) O líder criador:

Antes de pedir ajuda, esse líder tem ideias. Gosta de ter um tempo sozinho para pensar.

Se orgulha de suas ideias e não gosta de surpresas.

Sua pergunta preferida: O que eu entendo?

4) O líder entusiasta (ou “estimulador”):

Os outros entram em ação porque desejam segui-lo.
É um líder que eleva a energia no ambiente, faz com que as pessoas se apeguem e as coisas aconteçam.

Os outros entram em ação porque desejam segui-lo.

Sua pergunta preferida: Como posso aumentar a motivação?

5) O líder influenciador:

Faz com que as pessoas ajam com base no que recomenda. Seu objetivo é sempre convencer por meio de persuasão ou charme.

É impaciente e ouve apenas o que deseja.

Sua pergunta preferida: Como posso levá-lo a agir?

6) O líder pioneiro:

Este perfil se apega ao que virá em seguida. Gosta de projetos novos e é motivado por novas experiências.

Não tem medo do fracasso.

Sua pergunta preferida: O que há de novo?

7) O líder professor:

É instigado pelo potencial de cada pessoa. Seu poder vem com a descoberta de como explorar os pontos fortes de cada um.

Ele gosta de aprender a partir de tudo o que faz.

Sua pergunta preferida: O que alguém pode aprender com isso?

8) O líder provedor:

Está sempre querendo saber como apoiar a equipe e valorizar os funcionários.

É confiável e defende as outras pessoas.

Sua pergunta preferida: Estão todos bem?

9) O líder vinculador (ou “conector”):

Indivíduo hábil em enxergar a teia de relações pessoais e em se conectar

Indivíduo hábil em enxergar a teia de relações pessoais e em se conectar.

Para ele, pessoas com diferentes pontos fortes podem se unir para realizar grandes coisas.

Sua pergunta preferida: Que pessoas eu posso juntar?

Marcus Buckingham afirma que:

Os melhores gerentes são capazes de identificar em alguém um lampejo de talento e, então, reposicionar essa pessoa de modo que ela possa utilizá-lo de maneira mais efetiva.

Diz ainda que não existe um perfil certo de líder:

Cada pessoa tem aptidão para determinada tarefa e o desafio é colocar a pessoa certa no lugar certo dando a ela liberdade para que ela faça as coisas da sua maneira.

É claro que aqui coloquei apenas algumas características dos nove estilos, justamente para estimulá-lo a adquirir o livro.

Não, não estou ganhando comissão para isso! Tanto é que o link lá em cima é da Estante Virtual...rsrs

O livro é bastante interessante e fazendo o teste no site, fica mais legal ainda.

Hummm... acho que o teste só dá para fazer comprando o livro novo, no usado talvez já tenham utilizado!

O livro oferece a descrição mais detalhada de cada estilo, bem como dá diversas dicas de como potencializar os pontos positivos de cada um e os cuidados que se deve ter.

Ops, já ia me esquecendo, meus dois estilos mais fortes foram, nesta ordem, compensador e influenciador!

Conclusão

  1. Independente da abordagem e da terminologia empregada para definir os estilos de liderança, é importante não nos limitarmos a um único modelo, e por quê?
  2. Por que como vimos no primeiro artigo as pessoas são diferentes e possuem níveis de maturidade diferentes e não dá para utilizar uma única abordagem de liderança.
  3. Precisamos também levar em consideração o nível de dificuldade e exigência das tarefas que precisam ser executadas, o meio onde as pessoas estão inseridas e a cultura da organização.
  4. Só assim conseguiremos identificar o melhor estilo a ser empregado em cada situação.

Ou seja, não existe o melhor ou o pior estilo de liderança. Existe o estilo certo, do jeito certo, no momento certo, com a pessoa certa e a tarefa certa.

Não é uma tarefa muito fácil, porém sua dedicação e perseverança em colocar em prática nas situações do dia a dia com seus liderados, farão de você um líder melhor, mais justo e equilibrado.

Sem contar que sua produtividade aumentará consideravelmente e seus liderados o terão como um referencial positivo de líder.

E todo mundo fica feliz: você, sua equipe e sua empresa!

Como diria Silvio Santos “É bom ou não é?”.

De repente você, neste momento, está um pouco desesperado ou perdido não sabendo o que e como fazer...

Fique tranquilo, vá aos poucos incorporando estes conceitos e, principalmente, aplicando gradativamente em seu dia a dia.

Com o tempo você verá o que funciona ou não e, com seus próprios erros, aprenderá quais as melhores abordagens em cada situação.

A prática ainda é a melhor forma de aprender!

No mais, seja o melhor líder que você pode ser neste momento!

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Ficou com alguma dúvida? Alguma curiosidade? Quer saber mais?

Deixe suas dúvidas e comentários logo abaixo e terei imenso prazer em lhe responder.

Forte abraço e fique com Deus!

Marcelo Levi.

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